• denuncias
  • peticionamento
  • Mediação
  • mov procedimentos
  • autenticidade de documentos
  • administracao publica
  • fraudes trabalhistas
  • liberdade sindical
  • meio ambiente
  • promocao igualdade
  • trabalho escravo
  • trabalho infantil
  • trabalho portuario
  • Não categorizado
  • MPT cobra medidas de segurança em agências dos Correios que funcionam como bancos postais
  • CorridaTrabalhoDestaque
  • JBS de Colíder pagará R$ 1 mi de indenização por danos morais coletivos e dumping social
  • Grupo econômico familiar de MT é condenado a pagar R$ 6 milhões por trabalho escravo
  • Prorrogadas as inscrições para o Prêmio MPT de Jornalismo 2018
  • MPT em Quadrinhos: nova edição aborda os 30 anos da Constituição
  • MPT ministra palestra na II Semana Jurídica promovida pelo Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso
  • Corrida do Trabalho de Sinop está com inscrições abertas
  • MPT participa de Fórum e fala sobre os desafios para inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho
  • Trabalhadores do Ceará transportados em baú de caminhão são resgatados em Sinop
  • Hospital Regional de Colíder firma TAC com MPT e se compromete a combater assédio sexual no ambiente de trabalho
  • Aviso: ex-trabalhadores da Sadia de Cuiabá devem procurar Justiça do Trabalho para receber valores
  • Consórcio intermunicipal é condenado pela Justiça a realizar concurso público e a pagar R$ 300 mil por contratar profissionais de saúde ilegalmente
  • Frigorífico é condenado a construir creche e a pagar R$ 500 mil por danos morais coletivos
  • MPT aciona Município de Alto Araguaia na justiça por irregularidades no meio ambiente do trabalho
  • Instituições alertam partidos para irregularidades na contratação de ‘cabos eleitorais’
  • MPT e Comitê Multi-institucional de Alta Floresta destinam R$ 1,7 mi a projetos sociais
  • MPT, MPF e MTb emitirão recomendação a partidos sobre uso de trabalho infantil nas eleições
  • Nota de Repúdio ao Pacote do Veneno
  • Resultado de pesquisa na Bacia do Juruena é divulgada em reunião do Fórum Mato-Grossense de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos

MPT cobra medidas de segurança em agências dos Correios que funcionam como bancos postais

 

25/08/2017 - O Ministério Púbico do Trabalho em Mato Grosso (MPT-MT) propôs, nesta semana, um aditamento da ação civil pública ajuizada pelo sindicato dos trabalhadores contra a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), para exigir condições mínimas de segurança em agências que também funcionam como bancos postais, tendo em vista os números cada vez mais elevados de roubos e violência. O aditamento é um complemento da atuação do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Correios para ampliar medidas protetivas, impondo novas obrigações à ECT e forçando-a a implementar melhorias em todas unidades localizadas no Estado de Mato Grosso ainda não contempladas em outras ações civis públicas. 

 Em agosto deste ano, um memorando de abrangência nacional, com informações sobre a redução de gastos com segurança e ameaças à suspensão dos serviços de vigilância, foi publicado pelos Correios, preocupando sindicato e MPT. O Ministério Público, inclusive, já apurava a conduta negligente da empresa em um inquérito civil.  

O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Correios, então, ajuizou ação civil pública e obteve, na 9ª Vara do Trabalho de Cuiabá, uma liminar para obrigar a ECT a manter os serviços de vigilância nas agências que operam Banco Postal em Mato Grosso, sob pena de multa de 10 mil por dia e por agência. Foram apresentadas provas documentais, como avisos prévios de vigilantes e e-mails,  que revelaram também a intenção da empresa em diminuir a presença de vigilantes armados nos estabelecimentos. 

A juíza Roseli Moses reforçou, na oportunidade, o dever legal e constitucional do empregador de oferecer um meio ambiente laboral seguro, reduzindo os riscos inerentes ao trabalho.  Além disso, mencionou a Lei 7.102/1983, que dispõe sobre segurança para estabelecimentos financeiros e estabelece regras para o funcionamento de qualquer local onde haja guarda de valores ou movimentação de numerário.

Todavia, o MPT considerou insuficientes as medidas. "A mera existência de serviço de vigilância, conquanto necessária e imprescindível, não basta aos próprios vigilantes, sujeitos a situações de risco, que podem ser evitadas, seja de modo direto ou, no mínimo, via retardamento eficaz da ação delitiva (possibilitando-se debelar a conduta pela chegada da polícia ou do reforço de contingente da própria empresa de vigilância), se presentes, somadas, todas as medidas exigidas pela legislação (serviço de vigilância no local mais as demais)", explica o procurador do Trabalho André Canuto. 

O MPT pede à Justiça que, no prazo de 90 dias, não só as agências de correio com Banco Postal próprias da ECT, mas também as demais agências de correio com Banco Postal do Estado de Mato Grosso mantenham os serviços de vigilância, sob pena de multa diária de 10 mil reais por agência em que se verificar qualquer descumprimento e sem limitação de dias-multa.

Pede, ainda, que os Correios contratem permanentemente dois vigilantes armados ao longo de todo o período de funcionamento de cada agência; realize a instalação de uma porta giratória com detector de metais; reforme a fachada e instale vidros de segurança laminados/temperados transparentes; e modernize o sistema de câmeras, de modo que as gravações sejam realizadas em tempo real e com qualidade que permita identificar os usuários e eventuais autores de crimes.​

No aditamento proposto à ação civil pública, o MPT pede a condenação dos Correios ao pagamento de indenização por danos morais coletivos de, no mínimo, R$ 2 milhões. "Importa ressaltar que o valor requerido acima não é capaz de desestruturar financeiramente a ré e, a par disso, possui relevante papel pedagógico, a fim de que a avidez pelo lucro não continue a se sobrepor aos valores sociais do trabalho e da dignidade dos trabalhadores, os quais precisam ver respeitados os direitos à saúde, ao trabalho digno e à efetividade dos benefícios que lhe são conferidos pela legislação", pontua o procurador.

 

Assaltos

No último ano, diversas decisões foram obtidas na Justiça do Trabalho em Mato Grosso determinando a implementação de medidas de segurança nas agências dos Correios, que registraram seguidos assaltos no interior e em Cuiabá. Além disso, a empresa responde a 80 ações individuais por danos morais de trabalhadores vítimas dessas ocorrências. 

A vulnerabilidade aos crimes aumentou após a implementação, a partir de 2012, das agências de Banco Postal, as quais oferecem serviços idênticos aos de uma agência bancária, como abertura de contas, cartão de crédito, empréstimos, saques, pagamento de benefícios do INSS e recebimento de títulos, tributos e outros. Ou seja, as atividades exercidas por funcionários passaram a ser praticamente iguais às de um funcionário bancário, mas sem as mesmas proteções a este concedidas em razão do risco elevado que o maior fluxo monetário proporciona e sem os cuidados que uma agência bancária demanda, como detector de metais e segurança armada. 

Levantamento do sindicato da categoria profissional aponta para a maior incidência de assaltos em agência dos Correios no período compreendido entre janeiro de 2013 a julho de 2015. Como exemplo, cita a região do Vale do Jauru, que possui 16 agências próprias dos Correios. Segundo as informações, nos últimos três anos todas essas unidades foram alvo pelo menos uma vez. Em algumas o crime se repetiu por mais de cinco vezes, como é o caso da localizada em São José de Quatro Marcos.

A agência de Campo Verde, no ano de 2015, foi alvo duas vezes. O número se repetiu em 2016, com as duas ocorrências registradas no intervalo de um mês.

 

Processo 0000862-84.2017.5.23.0009

Informações: Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso (MPT-MT)

Contato: (65) 3613-9165 | http://www.prt23.mpt.mp.br/ | twitter: @MPT_MT | facebook: MPTemMatoGrosso

 

 

 

 

 

Imprimir

  • banner abnt
  • banner transparencia
  • banner pcdlegal
  • banner mptambiental
  • banner trabalholegal
  • banner radio
  • Portal de Direitos Coletivos