
Última rodada do Brasileirão antes da Copa teve ação contra exploração do trabalho infantil
Parceria entre Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ministério Público do Trabalho e outras entidades marcou da campanha “Cartão Vermelho ao trabalho infantil"
03.06.2026 | BRASÍLIA (DF) Os jogos da última rodada do Campeonato Brasileiro de Futebol, ocorridos antes da paralisação para a Copa do Mundo, foram marcados por uma ação importante da campanha Cartão Vermelho ao Trabalho Infantil. Antes dos jogos e durante o intervalo das partidas, painéis de publicidade ao redor do campo e os telões dos estádios apresentaram peças da iniciativa, criada para conscientizar instituições e a sociedade para a importância do combate ao trabalho infantil, prática que compromete direitos, oportunidades, o presente e o futuro de milhões de crianças e adolescentes no Brasil e no mundo.
A ação foi realizada em 10 jogos da rodada do fim de semana, sediados nas cidades de Rio de Janeiro, São Paulo, Santos, Bragança Paulista, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador, Belém e Curitiba.
Em Porto Alegre, o cenário foi a Arena do Grêmio, na partida do tricolor contra o Corinthians, usando o símbolo do catavento — que é tradicional da campanha. A iniciativa é uma correalização do Governo Federal, por meio do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), com a Justiça do Trabalho, Organização Internacional do Trabalho (OIT), Ministério Público do Trabalho (MPT) e Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção a Adolescentes no Trabalho (FNPETI).
O conteúdo gráfico da campanha está disponível para download.
Entidades públicas e privadas, organizações da sociedade civil e cidadãos e cidadãs podem baixar as peças e aderir à campanha.
Trabalho infantil no Brasil
A campanha é realizada no mês do Dia Mundial e Nacional de Combate ao Trabalho Infantil (12 de junho). Os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o Brasil tinha 1,65 milhão de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos em situação de trabalho infantil em 2024. Desse total, 560 mil estavam em atividades que figuram entre as Piores Formas de Trabalho Infantil (Lista TIP), que incluem aquelas com maior potencial de dano, como situações perigosas e degradantes, exploração sexual e trabalhos em condições insalubres em ruas ou lixões.
O trabalho infantil impacta diretamente o direito à educação. Segundo o IBGE, entre crianças e adolescentes de 5 a 17 anos em situação de trabalho infantil, 88,8% eram estudantes, frente a 97,5% na população total da mesma faixa etária. A maior diferença aparece entre adolescentes: de 16 e 17 anos, a frequência escolar cai de 90,5% (população total) para 81,8% entre aqueles em situação de trabalho infantil.
*Com informações da PGT
Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso
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